Decidi
aceitar o convite enviado através do Moodle para as alunas do PEAD e assistir as defesas dos Trabalhos de Conclusão do Curso de Especialização em Psicopedagogia
e TICs na modalidade à distância, que ocorreu neste mês de abril, na Faced. Confesso que quando decidi ir, o que mais
pesou na minha decisão foi a soma de créditos envolvidos para as famosas horas
complementares. Me surpreendi, não apenas com as possibilidades de pesquisa na
área de Psicopedagogia ou com a qualidade dos trabalhos apresentados, mas
sobretudo com o que pude aprender assistindo às apresentações.
Me
sinto na obrigação de dizer às colegas que o retorno da minha investida foi
infinitamente maior que os números de créditos que poderei ganhar. Foi uma
verdadeira aula sobre trabalhos de TCC. Fiquei sabendo por exemplo, que há
erros muito comuns, que se repetem, ano após ano diante da banca, que não
estava lá para assustar ninguém, mas para orientar os participantes nas
pesquisas realizadas e nas pesquisas que ainda irão fazer. Anotei tudo o que
pude das orientações feitas pelas professoras Tânia B. I. Marques, Silvana Corbellini
e Gessilda Muller e se pudesse teria levado um gravador para não perder nada.
Um pouco do que vivenciei a cada apresentação, divido agora aqui com vocês,
nesse verdadeiro leque de pavão das coisas incríveis que aprendi e registrei nessa experiência de ouvinte observador:
É
preciso ter cuidado para não se distrair com teorias; De onde os dados saíram -
Como foram coletados? Ao usar coleta de dados é necessário descrever as fontes;
Problema da pesquisa não é problemática da pesquisa; Cuidado com o uso de *. O
* é usado para indicar que é do “fulano”. Para indicar plural, não se usa *; É
importante definir o tipo de pesquisa utilizado; Nas referências, não esquecer
o número da página; Não existe entrevista leve. O que existe é entrevista com
cuidados éticos; Atenção quando precisar colocar o autor dentro da frase; É
necessário limpar o trabalho e ter foco no assunto; O título pode mudar ao
longo da pesquisa. É preciso estar atento ao caminho percorrido pela pesquisa.
Ele mudou? Não ter receio de escrever sobre as fragilidades do trabalho. Isso
não diminuí a pesquisa, pelo contrário; Não se diz compreender, mas mapear,
investigar, verificar, analisar; Justificativa é uma coisa e consideração final
é outra; É necessário definir o instrumento de pesquisa utilizado; Instrumento
de pesquisa e método de pesquisa são coisas diferentes; Assim como entrevista é
uma coisa e questionário é outra coisa; Tema não são tópicos, o tema está
ligado ao título. Pode ser descrito em uma frase; No texto é importante
apresentar as ideias do autor que está utilizando; O relato bem escrito é muito
importante e interessante; A pesquisa sempre tem que trazer algo mais;
Tópicos interessantes para as considerações finais: O que te acrescentou este
trabalho? O que pretende com esse trabalho?
Para
terminar, sugiro que as colegas do PEAD não percam uma próxima oportunidade.
A palavra aqui é uma só: Gratidão.
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