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terça-feira, 20 de outubro de 2015

A Serpente das Vogais

Achei sensacional o material disponibilizado sobre os aspectos neurológicos da aprendizagem. Eu sei muito pouco sobre o assunto e gostei muito de saber sobre como maximizar a atenção e as emoções positivas da criança pode ampliar as aprendizagens. Por isso, no nosso dia a dia, precisamos planejar e executar atividades que envolvam a atenção e o prazer da criança. Usar esses ingredientes é essencial na alfabetização. Atividades em que a criança se sinta capaz, tenha êxito. Cabe ao professor propor essas atividades. Atenção e prazer estão muito associados à música e a jogos. Na educação infantil, o brincar e o aprender andam juntos. Essa brincadeira, mistura a música da serpente, que é bem conhecida das crianças com o aprendizado das vogais. É como um trenzinho, mas para fazer parte do rabo da serpente, tem que dizer uma palavra que comece com a letra A e só depois passar por baixo das pernas de todo mundo. Depois, numa segunda rodada, para entrar no rabo da serpente, tem que dizer uma palavra com a vogal E, e assim por diante. É divertido porque as crianças não podem soltar o rabo da serpente e aprendem a brincar em equipe. Tudo fica ainda mais divertido, quando a professora aparece com uma serpente gigante de pano. Todos dependem uns dos outros para a brincadeira dar certo.

"-Eu perdi o rabo." "-Então me segura." "-Acabô e agola?" "-Pega a minha mão."

“Quando a criança desenha ou canta, ela representa algo que lhe chamou a atenção. A criança canta uma música de que gosta, cujo texto lhe diz algo ou significa alguma coisa importante para ela.” (Prosser, 2003, pag.2)                         

sábado, 17 de outubro de 2015

Maquinaria Escolar X Pink Floyd

O livro Maquinaria Escolar nos mostrou como surgiu e foi se transformando o processo de escolarização. Como a escola foi se institucionalizando ao longo do tempo. A definição do estatuto da infância é fruto dessa transformação histórica do conteito de infância. As atitudes em relação à criança e a escolarização da infância evoluíram, não isoladamente, mas dentro de um contexto histórico de evolução abrangente, que envolve economia, política, religião, família e sociedade. De tal forma, que podemos perceber ao ler Maquinaria Escolar, que o modo de ver a infância e a escola não foi se adaptando tendo como foco e objetivo a educação, mas ao contrário, a educação foi se moldando, conforme a necessidade do poder, da política, da economia, das instituições religiosas e das classes dominantes.
Mas foi na aula presencial ao som de Pink Floyd, com o videoclipe de "Another Brick In The Wall", que realmente me impressionei, ao ver como o texto do livro está mais próximo da realidade do que poderíamos supor, ou mesmo, do que gostaríamos de admitir. A cena que mais me causa impacto é a do professor destruindo o potencial criativo do aluno. Outra coisa que nos remete à uma reflexão imediata é questão dos muros da escola. Os alunos, nos primeiros centros de ensino, foram isolados, cercados por muros de monastérios, em centros de estudos, para serem moldados e aprenderem. O clipe do Pink Floyd, nos mostra que os muros escolares continuam moldando alunos em série. A educação massificada continua destruindo o processo de aprendizagem em suas potencialidades. Tivemos um debate acalorado, porque quando se discute a maquinaria escolar é impossível não deixar de questionar o papel do professor nesse processo. Que escola é essa, que prende seu aluno entre muros externos e internos, quando deveria dar asas ao conhecimento e liberdade para o pensar?


Obs: Curti muito Pink Floyd na minha adolescência e essa música é um marco na minha história, que inclui rebeldia escolar. Posso ver esse clipe mil vezes e mil vezes vou me emocionar. É um grito de liberdade. Adoro!!!!!!!