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domingo, 11 de outubro de 2015

Pensar a Infância com Pluralismo

Cheguei na aula de Infâncias de 0 à 10 anos com o coração batendo mais que um bongô. Era minha primeira aula na UFRGS e lá estava eu, com aquele "turu turu" dentro do meu peito. A professora Fabiana nos fez pensar sobre os universos distintos que essa larga faixa etária abrange. O que entendemos por infância hoje? O que significa pensar nesse tempo, as infâncias que se produzem e que nós produzimos hoje na cultura? É preciso entender e perceber que existem diferentes conceitos e as múltiplas infâncias. Qual é o nosso papel diante dessas infâncias? Para que e porque educar a infância? O que caracteriza a infância chamada contemporânea. É preciso pensar na infância dentro de um pluralismo. Sem preconceitos, sem subestimar a criança em suas potencialidades, nem o nosso trabalho como educadoras. Depois, tivemos a oportunidade de falar sobre nossas experiências  em relação à infância hoje. Foi uma surpresa muito grata para mim, saber que a professora Fabiana foi uma das colaboradoras do filme “As Aventuras do Avião Vermelho”, inspirado no livro, com o mesmo nome, escrito por Érico Veríssimo. Por coincidência, esse também é o nome do meu projeto de magistério, que fiz quando trabalhei na Escola de Educação Infantil Osmar dos Santos Freitas, a Marzico, na Vila Cruzeiro, em Porto Alegre. Senti uma alegria tão grande, não só pela feliz coincidência, mas ao perceber que compartilho com a professora, o estusiasmo por essa história, que fez e sempre fará parte da minha trajetória como professora.




O livro “As Aventuras do Avião Vermelho”, conta a história de Fernandinho, um menino de oito anos, sem amigos e com problemas de relacionamento em casa e na escola. Sem saber como lidar com a situação, o pai tenta conquistá-lo com presentes. Nada funciona, até ele dar para o filho, um livro de sua infância. A bordo do avião vermelho e junto com seus brinquedos favoritos, Ursinho e Chocolate, que ganham vida com sua imaginação, Fernandinho visita lugares inusitados, como a Lua e o fundo do mar e percorre diferentes países: África, China, Índia, Rússia. Ao longo dessa jornada, Fernandinho descobre o prazer da leitura, a importância de ter amigos e o amor da família. Como Fernandinho, as crianças do Maternal 2 da Marzico, precisavam voltar a ser criança. Elas precisavam e queriam usar a imaginação infantil para brincar e viver aventuras que só as crianças podem e sabem viver. Por isso, achei que seria muito interessante viajar no avião vermelho com as crianças e conhecer lugares distantes, aprender coisas diferentes de diferentes culturas e diferentes formas de brincar, cantar, dançar, vestir, comer... Como Fernandinho, vencemos nossos medos e fizemos novas descobertas. Mas o grande barato dessa aventura foi simplesmente ser criança.


sábado, 10 de outubro de 2015

Porque escolhi ser Professora

Oi, eu sou a Kátia e esse aqui é o Zen. Eu sou aluna do curso de Pedagogia à Distância da UFRGS. Entrar na UFRGS é um sonho de consumo antigo e os sonhos não envelhecem. Porque eu escolhi ser professora? Eu não sei, se eu escolhi ser professora ou se “ser professora” me escolheu. A verdade, é que a minha trajetória de vida e as escolhas que eu fiz me trouxeram até aqui. Eu trabalho na Educação Infantil há três anos e sou fascinada pelo universo da infância. Pela possibilidade da descoberta, do ensino e da aprendizagem... Eu acredito na escola que transforma e que respeita o indivíduo ao mesmo tempo. Na escola que vence seus muros e que aprende antes de ensinar.  Não apenas no ensinar por ensinar, mas no ensinar para despertar a curiosidade da criança para o aprender  e o pensar. Rubem Alves dizia que há escolas que são gaiolas e escolas que são asas. E se é assim, eu quero ser uma  professora que encoraja o  vôo.