sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Ser adulto e Sexualidade Infantil



A sexualidade infantil está mais próxima do “ser adulto” do que podemos imaginar. A forma como a criança vivencia e experiencializa sua sexualidade está ligada à conflitos e desejos internos que vão crescer com ela. Durante a fase anal , por exemplo,  a criança vivencia sentimentos intensos de amor e ódio em relação aos pais. É a fase em que a criança passa por um processo de maturação  e controle de esfíncteres, a criança vivencia isso com prazer e ambivalência. A zona anal é fonte de prazer para ela. Nessa fase, a criança se distancia da figura materna e percebe com mais clareza a existência do outro e do próprio corpo. Ao notar que após a evacuação, ela sente um grande alívio, a criança vê o cocô, como uma coisa boa e desperta para o prazer anal. Quando a criança consegue ter domínio voluntário da musculatura anal e percebe que consegue reter e liberar o cocô, está aberto o caminho para trocar a fralda pelo vaso sanitário. Poucos adultos percebem o quanto esse momento é importante sob o ponto de vista emocional. Para a criança, a privada pode representar um monstro que está engolindo o cocô.  Se essa passagem não for resolvida, a criança pode usar a produção de fezes, como uma arma para agredir os pais. Também é difícil evitar o contato da criança com o cocô e por isso, muitas vezes, a criança põe a mão em suas fezes. Os adultos não devem reprimir, nem demonstrar nojo ou debochar de algo com que a criança está, não apenas aprendendo a lidar, mas com o qual está ligada física e psicologicamente. Se os pais e adultos que lidam com a criança não a ajudarem a viver de forma natural essa fase, a criança pode se tornar um adulto problemático e obsessivo. Crianças que passam bem pela fase anal têm maior probabilidade de se tornarem adultos equilibrados. Crianças reprimidas sexualmente, podem se tornar adultos neuróticos, desconfiados, ansiosos, inseguros, pessimistas, agressivos, medrosos, com baixa auto-estima... A sexualidade infantil reprimida pode se tornar um obstáculo ao crescimento emocional. 

Um comentário:

  1. Oi Katia querida!
    Que bom que estás conseguindo registrar tuas aprendizagens no Portifólio!
    Peço que atentes aos marcadores, pois tem colocado o mesmo marcador de recuperação em postagens diferentes, basta apenas uma postagem para recuperar a semana que não fizeste, aproveite para editar e colocar o que está repetido, colocando outra semana que não tenha escrito, ok?
    Abraços
    Paty

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